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A História da Criação (13)

Da versão original Creation´s Story
Publicada pela John Ritchie Ltd., Escócia
Versão em português autorizada pela Editora A Verdade
www.editoraverdade.com.br 

CAPÍTULO 12

ELE TAMBÉM CRIOU AS ESTRELAS

Antes de meditarmos um pouco mais sobre as propriedades do nosso ambiente, que o torna perfeito e unicamente adequado para a vida, devíamos observar além das fronteiras da Terra e além do sistema solar. A história da criação e a glória de Deus estão escritas pelos céus, uma declaração silenciosa, mas constante do Seu eterno poder e da sua divindade. "Os céus proclamam a glória de Deus... uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz" (Salmo 19:1-3).

Numa noite limpa e escura, saia para fora e olhe para cima. Se você conseguir se afastar da luminosidade dispersada por vilas e cidades, você poderá ver miríades de estrelas muito claramente, assentadas no veludo negro da escuridão. Olhe a toda a sua volta, do horizonte indefinido até ao nítido zênite, de norte a sul ou de leste a oeste, e deixe a beleza e a grandeza desse panorama fascinar e mover a sua alma. Mesmo que você reconheça algum nome das estrelas ou constelações, ou não saiba nenhum, existe uma inspiração à reverência na vastidão e na glória de tudo isso. Como um enorme placar pelo céu noturno, é demonstrada uma mensagem que ninguém pode apagar, todos podem ler, proclamando a Deus!

Se você fizer isso, você estará fazendo aquilo que Deus mandou que outros fizessem muito tempo atrás. Lembre-se de Abraão (Gênesis 15:5... "Olha para os céus e conta as estrelas"); Jó (9:7-10... "Deus... quem sozinho estende os céus... a Ursa, o Órion, o Sete-estrelo"); Elifaz (Jó 22:12... "Olha para as estrelas mais altas. Que altura!"); Davi (Salmo 8:3... "Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste"); Isaías (Isaías 40:26... "Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas"); também os homens sábios do Oriente (Mateus 2:2), Paulo e os marinheiros que procuraram em vão por constelações para facilitar a navegação durante aquelas noites de tormenta (Atos 27:20).

A Astronomia se desenvolveu sobremaneira, assim como outros ramos das ciências nos últimos dois séculos, mas é um tema antigo, conforme as citações acima demonstram. Registros deixados por assírios, babilônios, chineses e árabes são valorizados hoje para comparar com observações recentes. Medidas, predições e teorias agora dominam esse tema, mas o seu portento é intemporal. Considere umas das características mais óbvias do céu estrelado.

O Número das Estrelas

Deus disse a Abraão: "conta as estrelas, se é que o podes" (Gênesis 15:5). Se você tivesse paciência e habilidade, poderia contar a olho nu mais de 3.000 estrelas em um hemisfério. Isso significa que existem mais de 6.000 estrelas visíveis da Terra. Mas Galileu, com o seu telescópio caseiro, conseguiu observar dez vezes mais, chegando até 60.000. Na medida em que os telescópios melhoraram em poder e em resolução, esse número continuou a aumentar. Já estava acima das 600.000 no período de 1850. Agora, com o advento da Radioastronomia, é literalmente incontável! Exatamente como Deus disse! (Jeremias 33:22). Estima-se que só a nossa Via Láctea local contém mais de 200 bilhões de estrelas. E podem existir mais de 100 milhões de galáxias pelo espaço afora!

Mas por que tantas? Para nos falar da grandeza de Deus que a todas criou pela Sua Palavra. Ele criou todos esses milhões sobre milhões de estrelas com tanta facilidade como se fizesse apenas uma. Ele as conta, e "nem uma só vem a faltar" (Isaías 40:26). Elas são todas diferentes, a sua variedade proclama a glória de Deus. "Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos!" (Jó 26:14); "a sua grandeza é insondável" (Salmo 145:3).

Variedade das Estrelas

Assim como não existem duas folhas, dois flocos de neve, nem duas criaturas exatamente iguais, também não há duas estrelas iguais - "há diferenças de esplendor" (1 Coríntios 15:41). Elas têm diferentes cores, brilhos, tamanhos, temperaturas, velocidades de rotação e composições. Nós as vemos em diferentes disposições ou padrões chamados de constelações, cada estrela numa distância diferente da Terra.

A estrela mais próxima é chamada de Alfa Centauri (não visível no hemisfério norte, é um dos "ponteiros" do Cruzeiro do Sul). Está a 4,3 anos-luz de distância e é a terceira estrela mais brilhante que podemos ver. A mais brilhante é Sirius, vista do Reino Unido como uma estrela cintilante esverdeada bastante baixa no sul do céu. Está a 8,7 anos-luz de distância e é, na verdade, 26 vezes mais brilhante que o Sol, que está a apenas 8,3 "minutos de luz" distante, por isso o Sol parece mais brilhante. Existe outra estrela, chamada Eta Carinae, que é 4 milhões de vezes mais brilhante que o Sol e mais de 100 vezes mais massiva, mas a 6.400 anos-luz de distância, nem sequer é visível a olho nu.

A maior estrela conhecida é chamada de Ras Algethi e está a cerca de 500 anos-luz de distância. Juntando com a sua nuvem de gás o seu diâmetro é mais de vinte vezes o tamanho do sistema solar. É uma "gigante vermelha", com uma companheira verde azulada a orbitar à sua volta. Está no céu do norte, na quinta maior constelação, chamada Hércules. A menor estrela reconhecida é uma anã branca, com metade do tamanho da Lua, a 100 anos-luz de distância.

As Constelações

Para facilitar a mapeação, a Astronomia agora divide o céu em 88 constelações ou seções. Mas constelações foram primeiramente reconhecidas pelos antigos grupos de estrelas, nomeadas principalmente em honra de personagens da mitologia grega. Ptolomeu (150 a.C.) compilou uma lista de 48 constelações, que foi mais tarde expandida conforme viajantes observavam o céu a sul. Já mencionamos Órion, Hércules e o Cruzeiro do Sul. A Ursa Maior é muito conhecida, direcionando os observadores para a estrela do polo norte, Polaris, que é uma supergigante amarela com cerca de 650 anos-luz de distância. Elas são belas de reconhecer e admirar.

Algumas constelações juntas em grupos compõem os doze signos do Zodíaco, que são usados para descrever onde o Sol parece estar durante cada um dos doze meses da órbita anual da Terra. Estes signos foram manipulados num sistema supersticioso chamado Astrologia, derivado do paganismo antigo, completamente ilusório e explicitamente condenado nas Escrituras (ver Isaías 47:13). A proliferação de horóscopos em jornais e revistas mostra que muitas pessoas ainda seguem a Astrologia.

Tem sido dito que as constelações do Zodíaco contam a história da redenção em grande detalhe, da Virgem à promessa do advento do Redentor, pelo Leão, o Seu triunfo final. Algumas constelações como Libra, Balança e Cruzeiro do Sul poderão ilustrar com mais facilidade verdades das Escrituras, mas é preciso muita imaginação para corresponder o padrão das estrelas nas constelações aos seus nomes, muitos dos quais nem sequer conhecemos. É muito mais simples e melhor prestar atenção à "confirmada palavra profética" (2 Pedro 1:19) e desfrutar da completa, final e clara revelação de Deus no próprio Cristo (Hebreus 1:1).

A Vastidão do Espaço

A Via Láctea, onde está o nosso sistema solar, é cerca de 100.000 anos-luz em diâmetro. Por vezes, numa noite límpida, é possível vê-la estendendo-se de um lado ao outro do céu. A olho nu podem ser vistas mais três galáxias, as duas Nuvens de Magalhães e a Galáxia de Andrômeda, aparentemente a 2,25 milhões de anos-luz de distância. Isto é o mais distante objeto do universo observável a olho nu. Adicionalmente, existem nébulas, quasares, pulsares, buracos negros e outros semelhantes que não poderemos descrever aqui.

Essas distâncias e esses números são realmente demasiado gigantescos para serem compreendidos, tal é a vastidão do espaço vazio. Na verdade, agora já é admitido que a estrutura e a dimensão do espaço estão além da nossa compreensão. Permanecem mais perguntas que respostas, dado que o assunto é tão complexo.

As observações realizadas pelos astrônomos envolvem quantidades tão minúsculas, que erros podem ser significativos. Também as conclusões encontradas dependem de certas leis e princípios que são válidos na Terra, mas, como por vezes já foi visto, podem não ser válidos para extrapolações sobre distâncias tão enormes em condições completamente desconhecidas. A Astronomia impulsiona a ciência ao limite da sua metodologia e, assim sendo, a confiança nos detalhes de suas conclusões pode ser menor que na maioria de outras ciências.

O que é o Homem?

Confrontados com tal vastidão, com tantos números de estrelas, salienta-se outra vez a pergunta de Salmos 8:4... "Que é o homem?" Será o homem apenas um cisco insignificante num pequeno planeta rotativo em uma de muitas imensas galáxias rodopiantes? Muito ao contrário! Apenas o homem tem a habilidade de explorar, de compreender e de apreciar a grandeza do universo, e, a partir disso, aprender mais sobre o Criador e adorá-Lo. Esse é o nosso significado e propósito verdadeiros!

autor: Bert Cargill.