• Português

A história da Criação (23)

Da versão original Creation´s Story
Publicada pela John Ritchie Ltd., Escócia
Versão em português autorizada pela Editora A Verdade
www.editoraverdade.com.br

CAPÍTULO 23

A CIÊNCIA E AS ESCRITURAS

No início deste livro sobre a criação, começamos firmados na posição de que "a fundação do Senhor permanece verdadeira, a sua Palavra é completamente confiável e é fiável crer no relato literal da Bíblia sobre as origens". Essa posição tem sido bem justificada ao examinar extensivamente e em profundidade muitos exemplos do desenho e da eficiência que permeia todo o mundo natural ao nosso redor e os processos fisiológicos dentro de nós. Neste capítulo final, iremos considerar a relação mais ampla entre a ciência e as Escrituras. A nossa tese é que ambas se complementam. Elas não estão em desacordo. Na verdade, muitas vezes foi demonstrado que a ciência confirma a revelação das Escrituras.

Ciência

A busca pela ciência já tem cerca de 400 anos. O seu começo foi lento e modesto, mas, no século XXI ela teve uma grande influência sobre cada aspecto da nossa vida diária, sendo uma componente essencial da educação e da civilização por todo o lado. Muitos de seus resultados e aplicações têm inegavelmente melhorado a nossa saúde e o nosso bem-estar material.

Mas o que é a ciência? A palavra significa "conhecimento", e é este o sentido no qual ela é usada em 1 Timóteo 6:20 ("o saber"). No primeiro século, não existia a "ciência" no sentido presentemente aceito, mas existiam ameaças de um "sistema de conhecimento" que rejeitava a Deus. Tais sistemas e suas ameaças mudaram de forma através do decurso da história, mas são tão antigos quanto o tempo (ver Gênesis 3:1-5) e tão modernos quanto hoje.

A ciência, hoje, é definida como um corpo organizado e correlatado de conhecimento sobre o mundo material, que se baseia em observações e medidas, desenvolvido pela experimentação e análise. A ciência tenta compreender o funcionamento do mundo natural e simplificar ou unificar as leis pelas quais ele opera, muitas vezes usando uma matemática elegante para fazê-lo. Isso a torna misteriosa e ameaçadora para muitas pessoas. O perigo é que aquilo que os cientistas dizem e propõem é muitas vezes simplesmente aceito sem nenhuma crítica. Pode ser difícil distinguir os fatos estabelecidos e as leis básicas da ciência das propostas e teorias que poderão ser propagadas por motivos além dos verdadeiros limites da ciência. A teoria da evolução é um grande exemplo disso - é uma necessidade ideológica para alguns cuja motivação é o ateísmo.

A ciência é limitada. É limitada ao mundo material, "matéria", como é chamado, e pode lidar apenas com aquilo que pode ser medido (em termos das três quantidades fundamentais de massa, comprimento e tempo). De tais medidas são desenvolvidas leis e teorias e então podem ser feitas predições daquilo que não é diretamente mensurável. Isso é chamado de extrapolação. Já reparamos anteriormente que tais extrapolações muitas vezes originam conclusões errôneas, especialmente quando as condições estão muito distantes das situações experimentais. Tais conclusões podem apenas ser aceitas quando testadas e verificadas por meio de novas provas experimentais.

Desses todos pelo menos dois pontos valem a pena repetir. Primeiro, aquelas afirmações que você ouve sobre tais coisas como a origem do universo, a idade da Terra, a origem e o desenvolvimento da vida, todas elas são baseadas em enormes extrapolações, que, por causa da sua própria natureza, não podem ser testadas nem experimentadas. Assim, não são fatos científicos. São apenas ideias populares daqueles que ou seguem o dogma da opinião da maioria, ou não desejam acreditar no contrário. Em segundo lugar, é porque Deus é um espírito, a ciência não é capaz de dizer o que quer que seja sobre ele - Deus não pode ser medido, não pode ser provado ou refutado pela ciência. Ninguém consegue encontrar a Deus apenas por meio da ciência (Jó 11:7). Deus é encontrado pela fé (Hebreus 11:6).

A ciência tenta simplificar as coisas ao usar o princípio do "reducionismo" - reduzindo sistemas até os seus componentes mais simples para o estudo e a explicação. Então a ciência tenta explicar tudo na natureza nos termos de seus componentes materiais. Mas existem muitas outras realidades que encontramos na vida que não são materiais e não podem ser medidas ou explicadas em termos de matéria apenas. Por exemplo, as emoções de amor e de ódio, a apreciação da beleza e da maravilha - essas não são materiais. Também não o é a dimensão espiritual da vida, que os cristãos descobriram ser tão real quanto a material ou natural, na verdade acreditamos que é muito mais importante. Por definição, é supernatural.

Informação

Existe algo mais que é encontrado pelo mundo natural que não é material. É a informação, e a informação é muito importante. Ela existe em todo lado, mas especialmente nos seres vivos que requerem matéria, energia e informação para poderem funcionar. O armazenamento e a transferência de informação usam elementos materiais, como os livros que lemos, as barras de código que identificamos, o DNA em cada célula, hormônios na corrente sanguínea, e assim por diante. Mas a informação que tais elementos contêm e transmitem é algo além dos símbolos materiais ou códigos. Isso tem a ver com a inteligência e a habilidade de comunicar. Informação não é matéria e não pode ser reduzida a tal. Informação é uma entidade fundamental na natureza, diferente e tão importante quanto a outras fundamentais da energia e da matéria.

As leis da ciência da informação, agora muito relevantes nessa era digital, estipulam que a informação requer uma fonte, um receptor e um código de transmissão. A informação nunca aparece por si mesma, nunca vem do nada ou de lugar nenhum. Também os códigos que transferem a informação nunca aparecem por acaso, eles sempre necessitam de um desenho inteligente. A fonte de toda a informação do universo vem do Único que é a própria Sabedoria (Provérbios 8:12-31).

A informação mais importante de todas foi deixada nas Escrituras Sagradas - essa revelação de Deus (2 Timóteo 3:16), da qual somos receptores. Ela foi transferida e comunicada a nós não num código estranho, mas de uma maneira que podemos compreender, por homens santos comunicando de Deus (pela escrita) por meio do Espírito Santo (2 Pedro 1:21). O propósito geral disso tudo é que possamos conhecer e obter a salvação pela fé em Cristo Jesus. Isso é muito mais importante do que descobrir mundos distantes no espaço ou detalhes microscópicos de criaturas perto de nós. Esses elementos interessantes realmente declaram a glória de Deus, mas eles não são o assunto mais importante.

Para os criar, Deus falou e foi feito, ele ordenou, e tudo passou a existir (Salmos 33:9), um maravilhoso trabalho de poder! Mas, para nos salvar dos nossos pecados e nos trazer a ele, num relacionamento verdadeiro de graça, ele enviou "o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele" (1 João 4:9), um maravilhoso trabalho de amor! Esse é o mais importante e o melhor. A criação não consegue ensinar isso, mas as Escrituras o ensinam com clareza! Nenhuma outra mensagem é melhor, nenhum resultado é maior, nada é mais maravilhoso que esse glorioso Evangelho! Nós que recebemos a informação, a verdade eterna, temos que a transmitir aos outros. Vamos nos assegurar que fazemos isso de maneira que os outros possam compreender, não numa estranha linguagem codificada, peculiar a nós.

Conclusão

A ciência trabalha com fatos observados sobre coisas materiais, depois deduz teorias, apelando ao nosso intelecto. A Bíblia trabalha com as necessidades e os valores espirituais, apelando à nossa fé. Não está escrito para ensinar a ciência, mas algo muito mais importante, pessoal e duradouro. Embora seja um livro tão antigo, a Bíblia não contém nenhuma absurdidade antiga incompatível com a ciência validada moderna. O Livro da Natureza e o Livro das Escrituras deveriam ser estudados lado a lado. Nenhum desacordo ou contradição será encontrado, pois Deus é o autor de ambos.

Encontrar a verdade é importante. Infelizmente muitas pessoas não querem ter esse trabalho, alguns até mesmo acreditam que a verdade não existe, apenas opiniões e valores relativos, e passam pela vida sem nenhum ponto de referência ou propósito. Outros ativamente buscam o conhecimento pela pesquisa, buscando respostas pelas medições, pelo intelecto e pela razão. Muitos fatos fantásticos sobre o mundo natural foram descobertos dessa forma.

Mas respostas a questões mais profundas e relevantes, questões sobre valores espirituais, sobre origens e destinos, sobre o nosso relacionamento com Deus e com o homem, não serão encontradas por esse tipo de pesquisa. Elas estão fora do alcance da ciência. Elas são, no entanto, encontradas na revelação que Deus tão graciosamente deixou na Bíblia e na pessoa de Cristo Jesus, o seu Filho amado. A revelação divina transcende toda a pesquisa humana. Ela é permanente, realmente eterna, e completamente fiável.

autor: Bert Cargill.