• Português

Carnaval, a festa da carne

 

"... não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito"  

Romanos.8:4 (NVI)

 

O período carnavalesco agita as multidões! Ativa intensamente a carnalidade reprimida. A cada ano que passa, ressurge mais escarnecedor e aviltante, tornando-se, flagrantemente, chocante, imoral e despudorado.

As máscaras do falso moralismo e da hipocrisia dissimulada são rasgadas, violentamente, e o ser humano se exibe na sua tendência natural, compulsivamente pecaminosa. É a hora tão desejada e indocilmente esperada da "festa da carne"!

A falsa "alegria" do carnaval toma conta do espaço e de todas as pessoas nas várias áreas da atuação humana. Na verdade, alegria falsa, efêmera e passageira, porque, depois que o pano desce, o espetáculo termina e a tristeza, a infelicidade e a desgraça acontecem inexoravelmente. É assim a "festa da carne".

O cenário que se forma é terrivelmente confrontante, com os padrões éticos definidos na Palavra de Deus para o comportamento do verdadeiro cristão. É triste constatar como o "cristianismo" inautêntico se manifesta complacente com esse contexto caracteristicamente mundano!

Muitos cristãos dos nossos dias estão sendo, consciente ou inconscientemente, levados pela onda avassaladora, repugnante e indecente da "festiva carnalidade"! O verdadeiro cristão não pode compactuar com isso. Deve recusar qualquer envolvimento, de forma ativa ou passiva, com a “festa da carne”, repulsando, firmemente, o jogo sutil e ardiloso de satanás.

Como Paulo afirma, “aquele que “está em Cristo”, é nova criatura; as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas" (2Co.5:17). É essa a grande oportunidade que o Senhor nos oferece de demonstrarmos a nossa autenticidade cristã e exercitarmos a nossa fidelidade a Deus!

Temos que ter presente o ensino de Paulo em Rm.8:1-10. Desse trecho destaco alguns tópicos que devem ser lembrados nesta oportunidade:

1. É na força do Espírito que somos libertados da força do pecado e da morte (v.2).

2. Como cristãos autênticos não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito (v.4).

3. Vivendo segundo a carne envolvemos a nossa mente com o desejo da carne (v. 5).

4. Vivendo segundo o Espírito a nossa mente se envolve com o que Espírito deseja (v. 5).

5. A mentalidade da carne é morte e inimiga de Deus, a do Espírito é vida e paz (vs. 6 e 7).

6. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus (v. 8)

7. Provamos que somos de Deus e por Ele habitados, vivendo sob o domínio do Espírito e não da carne (vs. 9 e 10).

Que essas reflexões solenes nos estimulem ao porte correto, no contexto pecaminoso em que vivemos, para que, andando no Espírito, jamais satisfaçamos à concupiscência da carne (Gl.5:16).

autor: Jayro Gonçalves.