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Cristo Amou A Igreja - 14

07/01/1917 – 25/12/2007
Transcrito por autorização especial da Escola Bíblica Emaús ©

CAPITULO 14
O MINISTÉRIO DAS MULHERES

No Novo Testamento temos instruções claras a respeito da posição e do trabalho das mulheres na igreja. Podemos resumi-las da seguinte maneira:

1. A POSIÇÃO DA MULHER

No que diz respeito às questões como a salvação ou a aceitação diante de Deus, a mulher está em pé de igualdade com o homem: “não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28);

Isto, porém, não quer dizer que a diferença entre os sexos foi abolida da igreja. Quando se tratar de assuntos relacionados com a vida diária, as Escrituras distinguem entre o masculino e o feminino. Por exemplo, em Efésios 5 temos a admoestação: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos” (v. 22); “Vós, maridos, amai vossas mulheres” (v. 25);

Portanto, no que diz respeito à sua posição diante de Deus, a mulher é tratada exatamente da mesma maneira que o homem, mas quanto à sua posição na igreja, há uma diferença. Para resumir, a distinção consiste no dever da mulher de estar em sujeição ao homem (1 Coríntios 11:3).

2. ACENTUANDO O QUE É NEGATIVO

Na Palavra de Deus estão exarados especialmente os seguintes preceitos para definir as diferentes maneiras como se manifestam a sujeição da mulher:

  • A mulher deve estar calada na Igreja (1 Coríntios 14:34-35). O que esta injunção significa se acha explicado nas seguintes passagens:
    1. Não lhe é permitido ensinar (1 Timóteo 2:12);
    2.  Não deve fazer perguntas em público (1 Coríntios 14:35);
    3.  A mulher deve aprender em silêncio com toda a sujeição (1 Timóteo 2:21).
  • A mulher não deve exercer autoridade sobre o homem (1 Timóteo 2:12).
  • A mulher não deve profetizar ou orar com a cabeça descoberta (1 Coríntios 11:5). Contudo, isto não quer dizer que a mulher possa orar publicamente na igreja, conforme se compreende por inferência em 1 Timóteo 2:8... “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar”. Nesta passagem, no original, a palavra “homens” significa o “sexo masculino” em contraste com o feminino. A palavra usada no grego exclui as mulheres.

Se estas instruções forem impostas às mulheres num rigoroso espírito legalista, o resultado é frequentemente duplo:

  • Deus não tem prazer numa obediência forçada, que não venha do coração (Salmo 51:17).
  • As próprias mulheres tendem a se tornar amarguradas e ressentidas.

Por outro lado, se as razões para essas restrições forem claramente compreendidas, o resultado será uma obediência amável e submissa de coração, o que é de grande valor aos olhos do Senhor (1 Samuel 15:22).

3. AS RAZÕES

Deus condescendeu graciosamente em determinar na Sua Palavra certos princípios fundamentais, a fim de explicar a razão por que as mulheres cristãs devem sujeitar-se aos homens.

  • Em primeiro lugar notemos a prioridade do homem sobre a mulher, na ordem da criação: “Primeiro foi formado Adão, depois Eva” (1 Timóteo 2:13). “O homem não proveio da mulher, mas a mulher do homem” (1 Coríntios 11:8). A força do argumento aqui é que Deus quer que se mantenha na igreja a ordem que Ele instituiu na criação, ou seja, o cabeça da mulher é o homem (1 Coríntios 11:3).
  • Em segundo lugar, o propósito de Deus na criação indica a autoridade do homem sobre a mulher: “não foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, a mulher por causa do homem” (1 Coríntios 11:9).
  • Em terceiro lugar, o pecado entrou no mundo quando Eva usurpou a autoridade sobre seu marido Adão: “Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:14). O Senhor não quer que a Sua nova criação seja maculada por meio deste gênero de insubordinação, e assim instruiu as mulheres a serem submissas.
  • Em quarto lugar, Paulo apela para o coerente testemunho das Escrituras do Velho Testamento, para nos mostrar que as mulheres devem estar em sujeição: “estejam submissas como também ordena a lei” (1 Coríntios 14:34). Conquanto isto não se encontre explicitamente em nenhum mandamento, contudo este é o sentido do ensino do Velho Testamento.

4. A CABEÇA COBERTA

A respeito do ensino sobre o dever da mulher cobrir a cabeça, quando ora ou profetiza, Paulo apresenta-nos mais duas razões:

1 - O fato dos anjos estarem observando: “a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos” (1 Coríntios 11:10). Este versículo parece descrever as hostes angélicas a observarem a ordem de Deus na Terra, e determina que as mulheres devem cobrir suas cabeças como sinal ou crachá da autoridade do homem. Deste modo, os anjos notam que a transgressão de Eva, na primeira criação, não é perpetuada na nova criação.

2 - A lição da própria natureza: “Não vos ensina a própria natureza?” (1 Coríntios 11:14). Na criação original, Deus deu às mulheres uma cobertura distinta – o cabelo comprido. A partir disto, Paulo argumenta que um princípio divino é assim ilustrado, ou seja, que a mulher deve cobrir a cabeça, quando ora ou profetiza (1 Coríntios 11:2-16).

5. ACENTUANDO O QUE É POSITIVO

O fato de a mulher estar em sujeição ao homem pode parecer a alguns como indicação de que ela não tem lugar ou função na economia de Deus. No entanto, as Escrituras contradizem isso, mostrando que o ministério da mulher, apesar de não ser público, é real e importante:

  • A sua posição é salva dando à luz filhos (1 Timóteo 2:15). Este versículo, assaz difícil, revela-nos que a mãe piedosa, ainda que impedida do ministério público, não está por isso relegada a um lugar da inutilidade. Cumpre-lhe criar os filhos no temor e admoestação do Senhor. Se ela e o marido perseverarem na fé, talvez um dia ela tenha o prazer de ver seus próprios filhos a pregar e a ensinar a Palavra de Deus. Assim, a expressão “salvar-se-á” pode significar não a salvação da alma ou a salvação da morte física, ao dar à luz filhos, mas a salvação do lugar e privilégio como mulher. Ela não é inútil, pois tem este ministério glorioso: criar filhos para que estes vivam para a glória de Deus.
  • No Novo Testamento temos outros exemplos do ministério das mulheres:
    1. O ministério dos seus bens materiais (Lucas 8:3);
    2. O exercício da hospitalidade (Romanos 16:1);
    3. A possibilidade de ensinar as mulheres mais novas (Tito 2:4).

6 – ALGUMAS OBJEÇÕES COMUNS

Levantam-se muitas objeções e perguntas à volta do assunto do ministério das mulheres, entre as quais mencionaremos as seguintes:

Pergunta: Os ensinos de Paulo sobre este assunto não representarão a sua opinião particular, na qualidade de solteirão? 
Resposta: Antes ao contrário, são ensinos do Espírito Santo de Deus, ou como Paulo diz em 1 Coríntios 14:37... “São mandamentos do Senhor”.

Pergunta: Será possível Paulo ter-se referido meramente aos costumes locais do seu tempo sem pensar que esse estado de coisas seria aplicável a nós, hoje em dia?
Resposta: A primeira Epístola aos Coríntios não foi escrita somente à Igreja de Deus em Corinto, mas a “todos os que em todo lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Coríntios 1:2). Portanto, as suas instruções têm uma aplicação universal.

Pergunta: Não parece que, em 1 Coríntios 11:16, Paulo quer indicar que as coisas que vinha a ensinar não eram obrigatórias nem eram praticadas nas Igrejas de Deus? (“se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as Igrejas de Deus”).
Resposta: Tal interpretação visa a minar a inspiração e autoridade da Bíblia. O que o versículo diz é que a contenção a respeito destes mandamentos do Senhor, não era costume nas igrejas. As igrejas aceitavam os mandamentos do Senhor e obedeciam sem discutir ou contradizer o que lhes era ensinado.

Pergunta: Visto que o cabelo da mulher lhe foi dado por véu, não é esse o único véu requerido?
Resposta: Em 1 Coríntios 11 lemos acerca de dois véus. O cabelo da mulher é mencionado no versículo 15 como sendo um véu natural, mas o versículo 5 refere-se a outro véu. Se quiséssemos admitir que o cabelo, por si só, servia de véu na igreja, teríamos que ler o versículo 6 assim: “Portanto, se a mulher não se cobre com o seu cabelo, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com o seu próprio cabelo”. Obviamente esse significado é impossível. Só pode significar que uma cobertura é necessária além do cabelo.

Pergunta: As instruções acerca das mulheres estarem caladas na igreja (1 Coríntios 14:34) não constituem uma mera proibição para não tagarelarem ou bisbilhotarem durante a reunião da Igreja?
Resposta: Não! A passagem diz: “Não lhes é permitido falar”. No Novo Testamento, no original, a palavra traduzida como “falar” nunca significa “tagarelar” ou “bisbilhotar”. A mesma palavra é usada por Deus em 1 Coríntios 14:21... “Por homens de outras línguas... falarei a este povo”.

Muitas outras perguntas poderiam ser feitas, tais como: Deve a mulher dar o seu testemunho em público? Deve falar do seu trabalho missionário, cantar solos etc.? Quando os casos individuais não são tratados especificamente na Bíblia, os princípios gerais da Palavra de Deus devem ser usados.

Assim, num caso duvidoso, deveríamos perguntar:

  • Usurpa isto a autoridade do homem?
  • Está a mulher a tomar a direção?
  • Está ela a ensinar a Palavra?

Como estas coisas são proibidas, devíamos evitar tudo que seja uma violação ao espírito destes ensinos da Palavra de Deus.

7 – A SABEDORIA DE DEUS É MANIFESTA

O propósito de Deus em nos revelar estas instruções, visa ao bem do Seu Povo e a glória de Deus. Onde a Sua Palavra foi negligenciada e voluntariamente violada, surgiram contendas e desordem. O mal efetivo das mulheres assumirem autoridade e ensinar em público pode ser visto em muitas seitas, de forma especial no Adventismo do Sétimo Dia, Teosofia e a chamada Ciência Cristã, movimentos estes, dentre outros, em que as mulheres tomaram parte preponderante.

Por outro lado, não há nada mais lindo e agradável do que se ver mulheres cristãs ocupando o lugar que Deus lhes designou, exibindo “um espírito manso e tranquilo” (1 Pedro 3:4).

Nota da Redação: Promovam este excelente curso por correspondência que é editado pela Escola Bíblica Emaús. Entrem em contato com o irmão Warren Brown pela Caixa Postal 464, Franca-SP, 14400-970, telefone (16) 3703-1034 ou e-mail: wjbrown@com4.com.br">wjbrown@com4.com.br

autor: Warren Brown.