Boletim dos Obreiros

Destino final

07/01/1917 – 25/12/2007

Falecido recentemente, em 25/12/2007, o consagrado irmão William MacDonald dedicou a sua longa vida ao ensino das Sagradas Escrituras por mais de 50 anos. Ele é autor de mais de 80 livros de grande edificação para o povo de Deus. Destino Final é uma publicação inédita em nosso idioma, cuja tradução foi efetuada pelo estimado irmão Floyd Pierce que nos agraciou com este grande privilégio.

Toda pessoa que raciocina deverá mais cedo ou mais tarde estar curioso para saber onde irá quando morrer e onde passará a eternidade. Tome alguns minutos para ler isto e achará as respostas.

Qual é A Sua Autoridade?

Ao buscar respostas para as perguntas mais importantes da vida, precisamos consultar uma autoridade no assunto. A escolha se reduz a duas possibilidades: A opinião humana ou a Palavra Deus. É o que as pessoas supõem ou o que Deus diz.

Em matéria de importância vital e duradoura, tem que ser uma autoridade infalível. Não pode haver lugar para erro. A opinião humana certamente não se qualifica. Assim como os rostos das pessoas se diferenciam, assim também as suas opiniões.

VOCÊ PODE CONFIAR NA BÍBLIA?

Somente a Bíblia, a Palavra de Deus, é infalível. Ela é a verdade (João 17:17). Mas como sabemos?

Sabemos pelas suas profecias cumpridas. Existem mais de 60 profecias concernentes apenas a Cristo que foram cumpridas quando Ele aqui esteve. Além disto, há centenas de profecias acerca de Israel e das nações dos gentios que se cumpriram. A probabilidade de tudo isto acontecer por acaso é pequena demais para consideração.

Pelo menos 40 homens, em países diferentes, diversas épocas e em três línguas distintas, ao longo de um período de 1600 anos, escreveram a Palavra Sagrada. Eles não tinham qualquer maneira de colaborar, no entanto a Bíblia tem um tema unificado. Ela conta uma história consistente. Qual outro livro poderá gabar-se de um planejamento tão inteligente?

As Escrituras são inigualáveis no seu poder de transformar as vidas das pessoas, do pecado e da vergonha para a decência e a integridade.

As palavras da Bíblia são aplicáveis a todas as épocas; são atuais como o noticiário da hora.

Elas têm uma atração universal; falam às pessoas de toda raça, língua, tribo e nação.

São inesgotáveis, providenciando material para estudo sem fim, conforto e orientação.

Pense em toda literatura que a Palavra de Deus instigou! Dicionários bíblicos, comentários, concordâncias, poesia e sermões. Ela inspirou grandes movimentos como a abolição da escravatura, direitos civis e justiça social; instituições tais como hospitais, escolas, orfanatos, lares para pobres e idosos, e agências mundiais para aliviar a pobreza e a fome. Ela exerceu uma influência positiva na sociedade humana por onde quer que ela tenha percorrido.

A Bíblia é A Nossa Autoridade Final

Ela é pura, expondo o pecado e advertindo contra ele. Ela não se rebaixa à cultura popular, mas procura elevá-la.

Ela é um livro vivo. Algumas pessoas realmente a temem, enquanto outras morreriam por ela.

A Bíblia afirma ser inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16). Isto significa que suas palavras são as palavras de Deus. Se não forem, ela é uma fraude! Mas, mesmo os seus inimigos não a acusam de logro.

A Bíblia Sagrada resistiu séculos de esforços para queimá-la e bani-la. Mesmo assim ela sobreviveu. Quando os governos a proíbem, contrabandistas arriscam prisão e morte para enfrentar tais proibições.

Nenhum outro livro pode se comparar com a Palavra de Deus em número de idiomas através dos quais ela fala e em número de pessoas que a tem lido.

Este livro maravilhoso registra a vida de uma Pessoa perfeita. Um simples homem não poderia escrever tal relato. O cético francês Renan disse que seria necessário um Cristo para inventar um Cristo.

Na literatura ao longo dos séculos, a Bíblia se sobressai sem paralelo, ela é singular. É improvável que os que experimentaram o seu poder transformador em suas vidas venham a negar que ela é a Palavra do Deus vivo. Ou, como alguém já comentou, quem sentiu o seu poder decerto não vai negar a sua procedência.

Portanto, não há risco em se aceitar a Bíblia como a nossa única autoridade.

O Que A Bíblia Diz Sobre Nosso Destino?

Vamos refletir sobre o que a Bíblia diz sobre a morte e o porvir.

Ela afirma que a morte é certa, pois “o homem está destinado a morrer uma só vez ...” (Hebreus 9:27 - NVI). Quem pode discutir sobre isto?

Todos os cemitérios e funerárias dão testemunho silencioso desse fato. Gerações vêm, gerações vão. “Cada um pensa que será eterno, e então se torna num rosto ausente” (Will Houghton). A morte é inevitável.

A Bíblia não só diz que as pessoas terão que morrer. Ela acrescenta ao que acabamos de citar “... e depois disso enfrentar o juízo” (Hebreus 9:27 – NVI). Note a expressão “depois disso”. A morte não é o fim. Existe um além-túmulo. Após a morte existe um julgamento e uma eternidade de sofrimento sem fim para os que não estão preparados para se encontrar com Deus. A Bíblia assevera que se alguém não estiver inscrito no Livro da Vida será lançado no lago do fogo (Apocalipse 20:15).

Você Pode Ter Certeza!

A Bíblia também fala que há somente dois lugares onde a pessoa poderá passar eternidade - o céu ou o inferno. O Deus que não mente fala só destes dois destinos para a raça humana. Um homem ou uma mulher pode decidir em não acreditar, porém isto não altera o fato.

Visto que todos terão que morrer, e desde que ele ou ela passará a eternidade no céu ou no inferno, a coisa mais importante nesta vida é assegurar que terá o céu como endereço eterno.

É possível se saber isto, e se é, como?

Sim, é possível estar-se absolutamente seguro: "Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna” (1 João 5:13 - NVI).

Qual é O Pecado Que Me Impedirá De Entrar No Céu?

Vamos primeiro ouvir as más notícias.

Antes de sabermos como alcançar a vida eterna, precisamos falar sobre o pecado. O que significa essa palavra, e por que é isso importante?

O pecado é qualquer coisa que nos torna deficientes da perfeição, ou glória, de Deus (Romanos 3:23). Significa errar o alvo.

Não é apenas a prática do erro; é não fazer o que sabemos ser justo (Tiago 4:17). Isto é o pecado da omissão. Pecado é agir ilegalmente, é a obstinada recusa de fazer a vontade de Deus (1 João 3:4).

Quando temos má consciência sobre algo que pretendemos fazer, mas mesmo assim o fazemos, isto é pecado (Romanos 14:23).

Finalmente, toda a injustiça é pecado (1 João 5:17).

A Bíblia explicita e enfaticamente declara que todo o mundo pecou.

Ela diz que todos pecaram e estão carentes da glória de Deus (Romanos 3:23). Ela também afirma que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e não peque (Eclesiastes 7:20).

Vamos fazer um pequeno teste a fim de verificar se você é uma exceção à regra. Verifique a lista que segue:

Iniciamos com aquilo que os homens classificam como os pecados mais graves: imoralidade, adultério, incesto, homossexualidade, libidinosidade, assassinato e idolatria. Multidões se declaram inocentes de qualquer uma destas práticas até que se lembrem que Jesus disse que o homem que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela (Mateus 5:28), e se alguém odeia outra pessoa já está sujeito a julgamento (Mateus 5:22).

Citemos outros, tais como embriaguez, uso de drogas, aborto, abuso de crianças, crueldades, feitiçarias, linguagem de baixo calão e vício de pornografia. Você ainda se considera inocente? Caso afirmativo, veja os seguintes: cobiça, lascívia, inveja, ciúme, ódio, orgulho, egoísmo, tagarelice, mentira, fraude, desrespeito aos pais, quebrar a palavra empenhada e infidelidade. Você pode, agora, levantar a mão direita e testificar sob juramento que nunca cometeu qualquer destes pecados? Caso afirmativo, verifique mais um item. Que tal uma vida de pensamentos impuros?

A terrível verdade é que não somos pecadores por uma única vez, mas pecadores por contumácia. Cada dia pecamos por pensamento, por palavra e por ação. Se você negar isto, você estará se iludindo (1 João 1:8) e fazendo Deus de mentiroso (1 João 1:10).

Somos todos depravados, isto é, totalmente pecadores. Pode ser que não tenhamos cometido todos os pecados, mas somos capazes de cometê-los. E o pecado afetou toda parte do nosso ser (Romanos 3:13-18). O que somos é muito pior do que qualquer coisa que tenhamos feito (Jeremias 17:9).

Nenhum pecador poderá entrar no céu (Apocalipse 21:27) a não ser que os seus pecados sejam perdoados. Se você cometeu um pecado, você é um pecador, e como um pecador culpado precisa ser salvo.

O Dilema Divino

Mas há um problema: Deus é santo! (Levítico 19:2). Ele deve sempre fazer o que é absolutamente correto e apropriado. Ele não pode tolerar o pecado (Habacuque 1:12-13), fazer concessão, passar por cima ou fingir que não vê. A Sua Palavra é clara: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). A lei de Deus determina a morte do pecador. A dívida precisa ser paga. A pena precisa ser suportada.

Contudo, se suportarmos a pena dos nossos pecados, estaremos destinados à perdição e maldição eterna.

O dilema divino é este: Deus ama o pecador (João 3:16). Ele não quer que ninguém pereça (Ezequiel 18:32; 2 Pedro 3:9). Ele quer que todos passem a eternidade com Ele no céu. Ele não fez o inferno para os homens, mas para o diabo e seus anjos (Mateus 25:41). Mas Ele não pode permitir que uma pessoa entre no céu enquanto ainda estiver em pecado, isto é, com os seus pecados ainda não perdoados. Nada impuro, errado ou mau poderá ali entrar (Apocalipse 21:27). Como então pode Deus satisfazer o Seu amor e ainda permanecer justo? Como pode Ele salvar pecadores e continuar sendo santo?

Há Esperança Para O Desesperado

A situação não é desesperadora, Deus achou um meio pelo qual Ele pode perdoar nossos pecados sem comprometer a Sua justiça (Romanos 3:26).

Ele enviou Seu Filho amado ao mundo há 2.000 anos para buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10). O Senhor Jesus Cristo foi para a Cruz do Calvário a fim de morrer como o nosso Substituto. Eis uma palavra chave: Substituto! Ele morreu em nosso lugar (Gálatas 2:20). Ele teve a morte que merecíamos (1 Coríntios 15:3). Ele pagou a dívida que era nossa por causa dos nossos pecados. Ele suportou a pena que deveríamos suportar (1 Pedro 2:24; 3:18).

Nunca vamos entender o Evangelho enquanto não compreendermos que Alguém morreu por nós, e que esse Alguém é nada menos que o nosso Deus Criador (João 1:1, 3). Ao invés da ovelha morrer para o Pastor, o Pastor morreu pelas ovelhas. Ao invés da criatura morrer para o Criador, o Criador morreu pelas Suas criaturas.