Boletim dos Obreiros

Evangelho Gospel

A “nova onda” do pentecostalismo não é tanto na parte doutrinária, pois isso já foi feito em anos anteriores, quando estavam a ensinar um “outro evangelho” (dá até vergonha de falar) cuja prioridade era o “ensino” sobre vantagens materiais, prosperidade financeira e supostos poderes. Agora acompanham esses ensinos com efeitos físicos, não bíblicos e até imorais.

As igrejas que se reúnem como nós, obviamente são contrárias a esses efeitos; entretanto, a influência de outros grupos, a possibilidade da perda de membros e a mania de copiar já estão tendo acesso entre nós.

Vamos verificar alguns destes efeitos físicos:

PALMAS

Em primeiro plano devemos ressaltar que em nenhuma ocasião lemos de “bater palmas” no Novo Testamento; somente no Antigo Testamento.

1) E esta atitude tinha várias razões:

  1. Desagrado ou indignação (Números 24:10; Isaías 31:19; Ezequiel 21:12);
  2. Aplaudindo os feitos do Senhor (Salmo 47:1);
  3. Como demonstração de alegria (Ezequiel 25:6);
  4. Como expressão de tristeza e sentimento de culpa (Ezequiel 21:14; 21:17).

2) Nunca lemos de “bater palmas” em acompanhamento de uma música ou salmo. Nunca lemos de “bater palmas” nos cultos tanto no Tabernáculo, quanto no Templo, quanto nas sinagogas judaicas.

DANÇAS

1) Nunca lemos de “danças” no Tabernáculo, ou no Templo, ou nas sinagogas no Antigo Testamento e nem lemos disto em o Novo Testamento.

  1. Juízes 21:21-23, 11.34; 1 Crônicas 15:29; 2 Samuel 6:14-16, 18:6, 29.5; Jeremias 31:4-13; Lamentações 5:15 – trata-se de saltos de alegria ou manifestações de alegria no lar ou no campo;
  2. Êxodo 32.19 – nitidamente manifestação de sensualidade;
  3. Em o Novo Testamento lemos de manifestação de alegria no lar (Lucas 15:25) e de manifestação de sensualidade (Mateus 14:6 e Marcos 6:22). Não lemos de tal prática entre os cristãos.
  4. Embora leiamos em Êxodo 15:20 e em Salmo 150:4 de atitudes de adoração ao Senhor, não lemos que houvesse “danças” nem no Tabernáculo, nem no Templo e nem nas sinagogas judaicas.

INSTRUMENTOS MUSICAIS

1) Lemos de mais de uma dúzia deles nas páginas do Antigo Testamento e sempre eram usados no culto a Deus. Não lemos de instrumentos musicais nas páginas do Novo Testamento.

  1. Se, porém, louvamos ao Senhor em nosso lar com a ajuda de instrumentos por que não podemos usá-los em nosso culto congregacional?

2) Há dois tipos de instrumentos musicais: aqueles que marcam o ritmo e aqueles que dão a melodia.

  1. Em nosso culto não precisamos de instrumentos que marquem o ritmo, como pandeiros, triângulos, maracás, chocalhos e baterias.
  2. Quem deve marcar o ritmo de nosso louvor a Deus é o Espírito Santo que em nós habita. É o que lemos em Efésios 5:18-19... “Enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”.
  3. Atualmente há muitos CDs feitos por aqueles que estão “mercadejando a música sacra” (2 Coríntios 2:17) e que nem cristãos são; visa-se o lucro material e sua letra não indica que sejam “hinos e cânticos espirituais”. Muitas vezes até erros doutrinários há neles.
  4. Há aqueles que não admitem o uso de instrumentos musicais nos cultos congregacionais. É o outro extremo; mas não esqueçam os tais que no céu há “harpas” (Apocalipse 5:8, 15:2) para a adoração a Deus. Se no sentido figurado ou real não sabemos; veremos quando ali estivermos.

NOSSOS CULTOS

1) Onde quer que eles sejam realizados (casa de oração, templo, residência, acampamento ou choupana) devem ser caracterizados por reverência, ordem e por respeito a Deus.

  1. Quer as reuniões entre a mocidade ou de uma reunião da igreja local deveriam ser caracterizadas por estes três princípios. Manifestações de excessiva alegria, atitudes mais liberais próprias dos jovens são inapropriadas num culto de louvor a Deus.

2) Você pode imaginar que na inauguração do Templo por Salomão (2 Crônicas 6:12-7; 10) houvesse música sensual, animadoras balançando seus corpos usando vestes colantes e rodopiando seus quadris, com som de instrumentos erotizantes, com luzes de cores variadas, com luzes piscantes e lasers estroboscópicos?

  1. Se nós não podemos imaginar o espetáculo da inauguração do Templo como descrito, como podemos fazer isto em nossos cultos?

3) Não devemos imitar os “shows” dos cantores e atores de nossos dias. Isto é próprio do mundo, mas não do povo de Deus.

  1. Eram usados pelos profetas de Baal (1 Reis 18:26). Certamente eram as roupas que Israel usou, estando Moisés no monte: (Êxodo 22:6... “o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”). Foi o primeiro Carnaval.

Se, mesmo no Antigo Testamento, prevaleciam os princípios de reverência, ordem e respeito a Deus, quanto mais deveriam estes princípios estar entre nós.