Boletim dos Obreiros
Quarta, 01 Janeiro 2020 10:13

Adriano de Jesus Anthero

... Prezados irmãos, o ano de 2019 não podia terminar melhor. Mas começou da forma muito difícil. Ainda vejo a estrada à minha frente, a perda repentina do controle, o ziguezaguear do carro deixando marcas de medo no asfalto. Lembro dos meus dedos se fincarem no volante como se esse fosse o último objeto que agarrariam neste mundo. Ao lado, a mulher que mais amei na vida. Atrás, os filhos que Deus deu para serem cuidados para Ele. Seus corpos sacolejavam de um lado para o outro esperando a hora que o papai faria o carro parar. Mas não parou. Jamais esquecerei a sensação amarga de impotência. Precisava controlar o carro. Precisava desesperadamente controlar aquele carro. Mas não conseguia controlar nem a mim mesmo. Não conseguia me segurar, menos ainda dar segurança aos que esperavam isso de mim. Ainda lembro da primeira virada. Não parecia que era o carro que estava indo para baixo. Dava mais a impressão de que era a grama que estava subindo. E subiu rápido. Tão rápido que não consegui nem mesmo assimilar o que era impacto, dor, desespero e corpos virando. Vidros quebrados, lataria torcida, malas voando ... A mente apagou. Voltou por menos de um segundo. Apagou. Quando voltou, não sabia onde estava, quem eram aquelas pessoas em volta de mim. Apagou. Voltou. Que carro era aquele que eu estava? Que criança desfalecendo era aquela no meu colo? Onde estava minha linda esposa? Onde estavam meus outros filhos? Mas acabou. Tudo acabou da forma mais impressionante possível. Eu não sabia, mas enquanto eu perdia o controle, o Deus a quem servimos tomou o controle. Cada detalhe foi cuidadosamente sendo orquestrado. As pessoas certas passando na hora certa. Os hospitais certos recebendo com destreza. A família certa hospedando com um amor que jamais esquecerei. Os amigos, família e igrejas orando com um fervor exemplar. Tudo certo. Tudo sob controle. No final, ficou tudo bem. Mas o final não era aquele. O ano ainda teria um final feliz, muito feliz! O Deus a quem servimos queria fazer mais do que misericordiosamente já havia feito. Como se não bastasse me preservar a vida e a vida dos que amo, reservou para os últimos dias do ano a surpresa maior: quem começou o ano temendo perder três, terminará o ano esperando completar quatro. Só posso dizer: obrigado por mais esta gravidez da mulher mais linda do mundo, Senhor. O ano não podia terminar melhor! Também quero agradecer a todos os irmãos e igrejas que participaram conosco neste ano. Recebemos ajudas de muitas igrejas que nem mesmo conhecemos, e tudo isso foi manifestações da graça do nosso Deus. Aproveito também para agradecer ao irmão José Carlos Jacintho pela oferta depositada em minha conta nos últimos dias. Foi muito proveitosa, e oro desejando que o Senhor continue abençoando ao irmão quanto a sua saúde e ministério. No amor de Cristo que nos preserva ... (30/12/2019).

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