Boletim dos Obreiros

A bem-aventurança dos que morrem no Senhor

"Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor"

Apocalipse 14:13

 

Dois de novembro: "Dia de Finados". 

Essa data foi destacada no calendário da igreja tradicional, que a tornou feriado universal, como dia para se rezar pelas almas dos mortos. 

Grande equívoco! Providência totalmente inútil!

A morte, indesejável, sempre surpreendente, trágica e contundente, inexoravelmente estabelece o fim das oportunidades de se definir o além. Quando ela ocorre, o destino eterno já estará definido irreversivelmente, consoante à escolha que se tenha feito em vida.

No "Dia de finados", os portais dos cemitérios (que não estavam no projeto de Deus, pois criou o homem para viver eternamente), abrem-se para que as multidões se aproximem das tumbas dos que foram.  É momento de grande comoção, lágrimas, angústia de alma, lembranças e saudades. 

Mas nada mais se pode fazer para mudar o destino dos mortos! Para estes, o "Dia de Finados" nada significa!  O erro da atitude humana deve-se à sua total ignorância sobre a origem da morte e suas implicações, à luz da Bíblia.

Há três aspectos fundamentais a serem considerados:

  1. Morte é consequência do pecado – Gênesis 2:17... "porque no dia em que dele comeres certamente morrerás”. A morte não foi o querer de Deus para o homem por Ele criado para viver eternamente. Resultou do exercício da vontade humana, manifestando incredulidade e desobediência à Palavra de Deus. É a justa e inevitável penalização da pecaminosidade humana (Romanos 6:23a; Ezequiel 18:20a). Constitui-se na maior desgraça do homem, pois o afetou física, espiritual e eternamente. Ao pecar morreu fisicamente (perda da eternidade que possuía, passando a ter existência física limitada), espiritualmente (separação de Deus, que é Santo) e eternamente (destinado à perdição eterna).

  2. Restauração da Vida – Efésios 2:1... "Ele vos deu vida estando vós mortos em vossos delitos e pecados". A Bíblia revela, de forma clara, como Deus agiu, na riqueza da Sua misericórdia e na grandeza do Seu amor, manifestando a Sua Graça Salvadora a todos os homens (Efésios 2:4-9, Tito 2:11). A Obra Redentora de Cristo (Sua paixão, morte e ressurreição), satisfatória às exigências da JUSTIÇA divina, garantiu a reversão do triste quadro da morte em "vida eterna" (João 3:16; 5:24, 11:25-26; 10:10; 10:28). Por isso Paulo afirmou em Romanos 6:23... "o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor". Veja João 12:24.

  3. Somente pela Fé alcançamos a vida eterna – João 11:25... "quem CRÊ em Mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e CRÊ em Mim, não morrerá, eternamente". Somente a Fé, exercida corretamente pelo homem, com base na Pessoa, na Palavra e na Obra de Cristo, possibilita o milagre da "nova vida" (2 Coríntios 5:17) e a gloriosa expectativa da eternidade com Deus. Mas é mister que a FÉ seja manifestada pelo homem enquanto vive fisicamente, pois, após a morte, segue-se o Juízo de Deus (Hebreus 9:27), e não haverá possibilidade de mudança desse terrível quadro causado pelo pecado do homem. Veja Romanos 5:12.

Assim, "morte", para o cristão, não é expectativa de eterna perdição. É sublime BEM-AVENTURANÇA outorgada pela Graça de Deus, expectativa de eternidade com Deus (Tito 2:13-14).

Veja alguns aspectos dela:

  1. É um sono repousante – 1 Tessalonicenses 4:13; Apocalipse 14:13 ... "para que descansem das suas fadigas";

  2. É preciosa – Salmo 116:15... "Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos";

  3. É isenta de medo – Salmo 23:4... "Ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte não terei medo";

  4. É esperançosa – Provérbios 14:32; 1 Tessalonicenses 4:13... "mas o justo, ainda morrendo, tem esperança";

  5. É prenúncio de Vitória – 1 Coríntios 15:53-57; Romanos 8:37-39... "Tragada foi a morte pela vitória";

  6. É lucro – Filipenses 1:21... "para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro";

  7. É usufruto da presença do Senhor – 2 Coríntios 5:6-8; 1 Tessalonicenses 4:17... "preferindo deixar o corpo e estar com o Senhor".

Não sejamos ignorantes com respeito aos que dormem! Consolemo-nos com essas verdades! (1 Tessalonicenses 4:13-18). 

Louvemos e agradeçamos a Deus pelo fato de que o "Dia de Finados", para nós, os justificados pela Graça do Senhor, aviva a Bem-Aventurança dos que morrem no Senhor. A nossa expectativa da eternidade é de "bênção" e não de "maldição", porque já possuímos o patrimônio valioso da vida eterna, pela FÉ em Cristo.

Morrer no Senhor é usufruir a indizível Bem-Aventurança do patrimônio imensurável da eternidade com Deus!