Boletim dos Obreiros

O grande almejo do ser humano - vencer

...somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” - Romanos 8:37

 Por todas as partes do mundo, o assunto prioritário a empolgar as massas é a realização das Olimpíadas. Depois de longa e cuidadosa preparação, muitos países, preliminarmente selecionados, se empregam ao máximo para conseguir a tão almejada vitória final. Todos os meios de comunicação se preparam para transmitir cada competição, a todos os cantos da terra, como fato prioritário!

Multidões mudam a rotina do dia a dia, fixando-se firmemente nas telas da televisão e nas transmissões radiofônicas que se espalham por toda parte, participando do inusitado evento e torcendo com ardoroso entusiasmo para que o seu país seja vitorioso, em cada etapa e no final do evento esportivo. E a cada conquista segue-se uma movimentação louca e aturdida que, muitas vezes, ultrapassa os limites da normalidade. É a euforia dos que se sentem “mais que vencedores”. 

E, assim, a história se repete, como se essa vitória periódica, tão ambicionada, fosse a mais importante a contemplar no cenário humano! Que triste ilusão! No texto em Romanos 8:37 (leia Romanos 8:28-31), que acima mencionamos, Paulo faz alusão a uma “vitória” que é incomparável.

No contexto eufórico destes dias, fui levado a meditar nessa extraordinária menção paulina, que expõe, com invulgar clareza, a segurança de uma “vitória” que nos foi outorgada pelo amor de Deus, através da fiel atuação redentora do Seu Filho bendito, o Senhor Jesus Cristo. Em que consiste essa “vitória”?

UMA VITÓRIA PLANEJADA POR DEUS – vs. 28-30

Paulo nos ensina aí que podemos ter a certeza de que tudo quanto nos acontece opera para o nosso próprio bem, se amarmos a Deus e nos estivermos ajustando aos Seus soberanos e eternos planos. A presciência de Deus, aí mencionada, significa que Ele determinou, desde a eternidade, amar e redimir a raça humana através de Cristo (João 3:16). Se o pecado arruinou o cenário de bênção da criatura de Deus, afastando o homem da Sua comunhão e destinando-o à perdição eterna, Deus mesmo planejou a Redenção do pecador perdido e a sua restauração espiritual, através da “vitoriosa” obra fielmente realizada por Jesus Cristo, Seu Filho. Esse maravilhoso plano passa pelo nosso “chamamento” (Mateus 11:28), pela nossa justificação (Romanos 5:1) e pela nossa “glorificação”, que, embora futura, é tão certa que pode ser considerada como algo já acontecido.

UMA VITÓRIA CONQUISTADA – vs. 31-32

Todos os que entram na competição pretendem conquistar a vitória. Mas só um a conquista. Como diz Paulo, em 1 Coríntios 9:24... “todos na verdade correm, mas um só leva o prêmio”. A “vitória” que Deus planejou para nós foi efetivamente conquistada. Se Deus está do nosso lado, quem é que pode estar contra nós? Não foi fácil conquistá-la, mas o Senhor Jesus a conquistou apesar do preço que teve que pagar (1 Pedro 1:18-19). Deus, em nosso favor, não poupou nem o Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós. E isso nos garante que Ele nos dá tudo o mais. A conquista da “vitória” de Cristo implicou, não só no efetivo resgate nosso da condenação eterna, mas implica na posse das bênçãos espirituais que nos advêm da condição de redimidos. Ele nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas. Essa “vitória”, conquistada no calvário e no túmulo vazio, foi definitiva e tem valor eterno! Com diz Paulo, em 1 Coríntios 15:54-55... “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão”?

UMA VITÓRIA USUFRUÍDA – vs. 33-39

O prazer do usufruto de uma vitória é indizível! Nada se compara ao prazer do usufruto da “vitória” planejada por Deus Pai e conquistada pelo Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, para nós! No texto acima Paulo se refere a distintos aspectos do usufruto dessa incomparável “vitória”:

  1. Imunes à acusação – ninguém se atreve a nos acusar, pois foi Deus quem nos perdoou, nos justificou e nos outorgou o direito de termos comunhão com Ele.

  2. Imunes à condenação – ninguém nos pode condenar, nem Cristo, porque foi Ele quem morreu por nós e ressuscitou por nossa causa e agora está assentado no lugar de maior honra junto a Deus, rogando por nós lá no céu.

  3. Imunes à separação do amor de Cristo – Ninguém jamais pode ocultar de nós o amor de Cristo, razão e força da nossa “vitória”! E aí, Paulo mostra dois fatores tremendos que poderiam operar essa separação: I – Aspectos temporais: as contingências adversas da vida, muitas vezes inevitáveis, como aflições, desventuras, perseguições, fome, falta de dinheiro, perigos, ameaças de morte, nossos temores pelo dia de hoje e nossas preocupações sobre o dia de amanhã; II – Aspectos espirituais (poderes) de maldade: morte, vida, anjos, forças do inferno, altura, profundidade e qualquer outra criatura.

Que esmagadora, definitiva e eterna “vitória” o Senhor nos outorga! Digamos, com Paulo (1 Coríntios 15:57): “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”!

Para termos plena participação nessa “vitória” basta que exercitemos a nossa firme convicção de fé nas verdades que Deus nos revela em Sua bendita Palavra. Como afirma João (1 João 5:4): “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

Nestes dias de euforia pelas vitórias alcançadas nos estádios terrenos, lembremos que temos uma esmagadora “vitória” por meio de Cristo, que nos amou a ponto de morrer por nós!