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O valor da família

“Não vos enganeis; de Deus não se zomba:
pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”
Gálatas 6:7

 

O mês de maio chega desfraldando, lindamente, a bandeira da família.

Muitos se envolvem com o tema multiplicando-se, por isso, as manifestações sobre a sua importância no contexto da sociedade.

Mas o que acontece é uma ávida atuação interesseira, orientada no sentido da satisfação dos apetites gananciosos do lucro fácil, que a oportunidade oferece.

O que se vê é hipocrisia e falsidade.

Não se dá à família o valor que ela realmente representa como instrumento de Deus para a realização do Seu sublime propósito no mundo e para a verdadeira bênção do ser humano.

No cotejo dos valores que o homem faz, a família não passa de uma instrumentação adequada para a obtenção dos valores materiais que ele considera importantes, mas que, na verdade, são precários, efêmeros e passageiros.

Nesse processo equivocado de comportamento a família não é considerada em si mesma como o valor maior e primordial do complexo e maravilhoso cenário da ação criadora de Deus.

Muitos, hoje em dia, contestam a orientação bíblica da autêntica Igreja, na área da orientação da vida familiar, que sustenta, com firmeza, os princípios divinos estabelecidos para os alvos da família e para a vida dos que a compõem, tanto no que respeita à sua formação como à sua atuação plena. Afirmam ser essa orientação inaplicável porque a julgam "repressiva" e não "permissiva".

O que, na verdade, está ocorrendo é um tremendo erro na apreciação dos verdadeiros valores.

O homem, movido pelos interesses egoístas e imediatistas da sua satisfação pessoal, não valoriza a família, mas volta-se contra os princípios estabelecidos por Deus para a sua bênção.

Age de modo agressivo contra os que, corretamente, sustentam os princípios divinos aplicáveis, considerando como "repressiva" toda boa orientação que visa o bem da família.

O que o homem deseja é ter "permissão" para o seu errado comportamento moral e espiritual nessa área. Contar com o beneplácito de pseudo-orientadores e conselheiros que lhe deem respaldo para uma atuação que, afinal, resultará, indubitavelmente, na desgraça da família e, consequentemente, da sociedade.

Aliás, isso tem se generalizado na sociedade moderna, em muitas áreas da atuação humana, voltada, exclusivamente, para os seus interesses inconfessáveis, de falsa felicidade e de egoístico proveito pessoal, anulando o verdadeiro valor da família instituída por Deus.

Lembremos que a família é a base da sociedade e a estrutura da nacionalidade!

Não pode haver transigências quando se trata da preservação do valor da família, patrimônio maior que Deus estabeleceu no mundo.

É lamentável contemplar a tremenda decadência da nossa sociedade. A razão disso é a atitude "permissiva" de falsos líderes educacionais e religiosos que seguem na onda dos interesses pouco recomendáveis dos seus "discípulos", no que respeita à vida familiar.

A correta, única e válida orientação que se impõe é a bíblica.

Não pode, em hipótese alguma, ser ela considerada "repressiva", mas o irrecusável e eficaz meio para se alcançar o propósito de Deus para a família e, através desta, para a sociedade humana.

Família alienada dos princípios da Palavra de Deus, na sua formação e atuação, identifica os que a compõem com o que diz a Palavra: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7). Aí o contexto não é família, mas o texto tem apropriada aplicação ao assunto. Se não vejamos:

  • Não valorizar a família implica em fatal engano – Lamentavelmente, desde a criação, o ser humano resolveu envolver-se nesse desastroso processo de ser enganado e enganar. A Bíblia Viva usa, com propriedade, a expressão "não se iludam". Não se iluda buscando a "permissibilidade" enganosa, que levará, inevitavelmente, à desgraça familiar. O Senhor diz que, conhecendo a Verdade, esta nos libertará (João 8:32). Valorize a família vivendo, submissamente, nos termos da Verdade de Deus.
  • Não zombe de Deus, pois isso implica na desgraça da família, Sua instituição – Contrariar os princípios bíblicos, informadores e formadores da realidade familiar, é zombar de Deus. Isso trará, sem dúvida, consequências trágicas para a experiência familiar. Valorize a família, não zombando de Deus.
  • O que for semeado na vida familiar será colhido – É lei de causa e efeito inflexível e imutável sob o controle da Soberana ação divina. Buscar a satisfação de interesses próprios em detrimento do querer de Deus na experiência familiar é semeadura desastrosa. Valorize a família semeando corretamente.

Submissão à Palavra do Senhor valoriza a família e abençoa a nação (Salmo 144:15).

autor: Jayro Gonçalves.